Clave de Sol: A dança da cadeiraBem-estar:
04.2 - 10h
Por: clavesol @live.com.pt
A lição começou no final de um dia de trabalho. A mestre avisou que seria canja para quem ensina e caldo grosso para aprendizes insubordinados. Mais disse: o homem só podia tocar com os olhos. E resumiu: a bem da nação feminina estavam de fora asmáticos e precoces do produto bruto.
Com ou sem troika, a cadeira fica no meio da sala, a mulher agarra-a com as pontas dos dedos, vai girando o corpo tapado de lingerie indecente à cadência de relógio atrasado, usa os pés como polícias a fugir de ladrões, abre e fecha as pernas de forma tão rápida que nada se verá além da paisagem suspeita.
De repente, dá a volta e entrega a visão das costas. Eleva as ancas, sobe as nádegas, as duas, em simultâneo, e, depois, em velocidade lenta, empina-as em direcção do corajoso que estará atrás de si. Outro giro, ainda mais veloz, leva-a à posição frontal atrevida. Segura a cadeira com as mãos. Beija o ar de lábios unidos. Varre o suor com os cabelos.
Num acto de magia irreverente não liberta pomba nenhuma, mas, sim, o cinto de ligas. Dança com os quadris, reabre as pernas e oferta um prémio: não as encerra. O bónus tem tempo curto. Senta-se, encaixa o ventre já menos escondido na extremidade do assento, iça o pé direito e coloca-o a milímetros da boca do aflito. Enganado está o homem que pensa que o assunto ficará por ali. Num ápice, toda ela está de bicos, voltada, de novo, de costinhas, com um par de nádegas redondas prontas para a experiência empírica.
Os homens não são de ferro, mesmo aqueles que nem valem pechisbeque, e por esse buraco, que é maior do que o do ozono, a lógica obriga a que o compasso acelere, o ritmo forte tenha de se assumir num striptease amador indubitavelmente agudo, brilhante e estridente tal como os violinos.
A aula teve de ser interrompida. A cabeça ao vento ainda levará muitas senhoras à cadeia. As persianas não foram corridas. Bonito. Um cavalheiro acabava de perder as maneiras. Não tivesse a montra um espelho resistente, a capacidade do jacto era suficiente para rachar uma rocha.
POSIÇÕES DO AMOR: PREPARAÇÃO
É um dos mais recorrentes preliminares. A mulher deita-se de costas e coloca as coxas sobre as do parceiro, que deve já estar sentado entre as suas pernas. Antes da penetração, o homem faz investidas rasas com o pénis e com uma das mãos, massajando área do clítoris.
OBJECTOS SEXUAIS: VIBRADOR PONTO G
Quando o homem anda às voltas e às voltas e não consegue lá chegar, o caminho ideal é este vibrador. Anatomicamente desenhado para se encaixar dentro do canal vaginal, produzido para localizar e estimular o famoso e misterioso céu feminino, possui uma curvatura que massaja o local exacto. Qualquer mulher no seu perfeito juízo agradece.
MERCADO DO SEXO: "É ATÉ CAIR PARA O LADO"
Z. Carlos, 34 anos, atende ambos os sexos
- Quero hoje...
- Depois de querer hoje também vai querer amanhã, na semana seguinte... A senhora nunca mais me vai largar. Pode escrever isso.
- O senhor tem cola?
- Tenho e é da boa e da grossa! Venha cá ter comigo, venha, nunca mais me larga. Ó minha linda, quer hoje, onde e a que horas? Eu estou pronto para abrir.
- Pode abrir pela noitinha?
- Isso nem se pergunta!É claro que sim! Estou aberto e com bar aberto de sexo ao seu dispor. Entendeu? A senhora paga e é até cair para o lado.
- Não lhe telefonei para tombar para o lado.
- Mas, então, prepara-se. Não morre, não, não se assuste, a linda cai para o lado de tanto pum, pum, pum. Está a ver o que eu quero dizer?
- Pum, pum, pum, parecem foguetes.
- Parecem, mas não são. Os foguetes podem fazer mais barulho, mas o pum, pum, pum que provoco faz melhores estragos.
A partir de uma conversa telefónica com um profissional do sexo