Clave de Sol: Guitarrada sem bis Bem-estar:
28.4 - 10h
Por: clavesol@live.com.pt
Parece pouco, mas nem sempre o corpo e a mente querem mais. Há dias em que uma dose chega. Uma dose bem tirada, claro, é o suficiente para assassinar a fome ou degolar a saudade. Uma dose. Disse. E pronto. Depois, nada entra e nada sai. Não estamos em França; acaba-se com a papa doce logo na primeira volta. O que vem em excesso será paparoca deitada ao contentor. Bem sei; não é tarefa fácil acalmar um sôfrego que, mesmo de bandulho repleto, deseja, pelo menos, degustar outra meia dose ou petiscar dose e meia extra. Não é simpático demonstrar o fecho temporário da arrecadação.
A situação exige, dentro dos possíveis, educação. Mas, se o parceiro insiste e cega, teima e ensurdece, perde a faculdade de pensar no próximo e não entende a linguagem gestual, a única solução que resta é assustá-lo com o alfabeto inteiro. Sem medos. Se for preciso tomar medidas que ultrapassem a medida do inconsolável, siga a marinha. Quando duas pessoas querem, maravilha. No caso de ser só uma a desejar, a coisa pia de fininho. Era o que faltava. Que bebam água ou que mergulhem no congelador.
Não há presente, por muito bem embrulhado que venha, que substitua a vontade e a disposição. Os homens têm sérias dificuldades em perceber que, nem sempre, a mulher, mesmo a sua, está receptiva para embarcar na segunda pratada. Dizem, se ainda conseguirem palrar, que não acreditam de que estão a levar a nega. Exclamam, de beiças salivadas, que o combustível não aguenta ficar, assim, a bombar para dentro. Resiste, sim. Aprendam com a Grécia que, felizmente, ainda não detonou de vez.
Os aflitos da silva, nestas circunstâncias inauditas, deviam arranjar uma rolha, ou um saca-rolhas, salvo seja, porque para uma senhora que ficou satisfeita com o prato fundo, tudo o resto, até, pode explodir nos pés. Ela dormirá com os anjos e sonhará com o vizinho. Não estamos em tempo de piedades. A crise não aterra somente aos bolsos. Vai um pouco mais a baixo e alarga para os lados. Não havendo apetite, nada feito, nem de joelheiras.
POSIÇÕES DO AMOR: SINFONIA
O homem fica ajoelhado na cama enquanto a mulher está deitada numa almofada, de barriga para cima, e levantará as coxas até as encaixar sobre os ombros dele. O parceiro não pode fugir da direcção amorosa. Beijará a amada onde ela mais gosta.
OBJECTOS SEXUAIS: MOUSSE CORPORAL
Com perfume excitante, apropriado para massagens sensuais, permite que o toque fique mais deslizante e possibilita brincadeiras que terminam em sexo sério. Basta agitar antes de usar e virar o frasco de cabeça para baixo. De seguida espalhe pelo corpo do parceiro. Logo verá a sobremesa que se avizinha. Use e divirta-se.
MERCADO DO SEXO: "BEIJO TOTAL EM DOIS SÍTIOS BONS"
Ana, 35 anos, atende ambos os sexos
– O que é um ‘beijo total’?
– É o beijo onde nada fica de fora, que não é dado apenas com a boca… Já está a ver, ou a senhora nasceu no século passado?
– Não estou a ver e tenho 30 anos.
– Bem, se ainda não sabe o que é ‘beijo total’ já está na hora de provar a minha especialidade. É um beijo que não é para ver. É para sentir de boca, e não só, cheia.
– Fiquei na mesma!
– Não fica não... Marque lá um serviço comigo e fica logo a perceber a diferença. Se lhe disser a técnica pelo telefone ainda vai fazer tudo ao contrário.
– Ah! Há técnica!
– Pois há! Mas não pense que o truque está na técnica. A coisa que faz o beijo ser total está em dois sítios que são muito bons.
– Só em dois?
– E chega. Não digo mais nada. Se quiser em três sítios, depois não se queixe. Os dois sítios que falo valem por dez.
A partir de uma conversa telefónica com uma profissional do sexo