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Clave de Sol: Uma opereta por obrigaçãoBem-estar: 16.6 - 10h Por: clavesol@live.com.pt

A aluna das sextas-feiras é atenta, sabe a técnica, posiciona as mãos no teclado sem magoar um tendão e conhece o truque do pedal, mas naquela lição, valha-me Deus, a desconcentração não podia ter sido pior. A desabafar é que as pessoas se entendem. Fala rapariga, fala. E a moça falou. Ele, o rapaz de quarenta e dois anos, não só queria sempre; ele estava Sol a Sol habilitado e afiado, e quando assim é, por muito que queiramos abrir o caminho com alegria, o sexo à laia de rotina fica despromovido a chatice.

Ela tinha razão de pensar com a boca de lado: lá vinha a carga outra vez. Contudo a razão foi indo pelo esgoto abaixo. Nunca recusou, nunca virou o lombo e nunca demostrou que não lhe apetecia. Há mulheres que não estão preparadas para a verdade e agarram-se à mentira como um cão a uma ração extra. Julgam que as negas são passaportes para perderem os companheiros e vistos carimbados para serem substituídas por uma rameira qualquer ou, inclusive, pela amiga do peito. Há outras, ainda mais coitadas da cabeça, que crêem de que as pernas femininas devem abrir automaticamente ao arbítrio do cônjuge.

Errado. As pernas, e o excedente, apenas abrem de par em par se a gana desejar. Verdade seja dita, ela, pelo menos, durante a coima, não se limitava a arfar. Limava as unhas. Compilava a lista do supermercado. Calculava o detergente a colocar na máquina de lavar. Até redigia mensagens electrónicas pela mente. Um dia esteve quase, quase, a encomendar uma pizza de quatro queijos, mas conteve-se e acabou por comer o bife mal passado do costume.

Ele era feito de matéria física rija, abençoado pela dimensão e largura, funcionalidade atlética e disponibilidade compulsiva, mas mais do que isso, não tinha, não senhor. Cheio de esperança fisiológica e vazio de sensibilidade, o rapaz com idade para entender os segredos dos poços femininos, enquanto despejava o suor e ia aclamando os céus, não se apercebia do frete. E ele ralado. Para um homem daquele volume o sexo pode ser assado ou cozido. Tanto lhe faz.

POSIÇÕES DO AMOR: CAVALGAR AO CONTRÁRIO

O homem fica deitado de costas com as pernas dobradas. A mulher encaixa-se sobre o pénis com as costas viradas para o parceiro, depois é só não esquecer que as mãos dele estão livres para acariciar o seu corpo e proporcionar dose extra de prazer.

OBJECTOS SEXUAIS: FANTASIA ORAL

Estimulador clitoriano com uma língua vibratória de textura bastante suave, que ajudará a excitar a vagina e o clitóris. Peça ao seu companheiro para colocar no devido lugar. Diga-lhe para ficar a olhar o espectáculo. As zonas erógenas serão despertadas, de tal maneira, que provocará orgasmos explosivos.

MERCADO DO SEXO: "GRANDE, CUIDADOSO E TRABALHADOR"

Regina, 30 anos, atende ambos os sexos

- Não atende em minha casa. Porquê?

- Só gosto de atender no apartamento do costume.

- Não consegue levar as suas coisas para a minha casa?

- Há coisas que não são muito fáceis de serem transportadas.

- Ui, até fico com medo!

- Medo? Não tenha, não. Não faço mal a ninguém. As minhas ferramentas apenas não são as convencionais.

- E são de que género?

- De maravilha. Se julga, por exemplo, que vai encontrar vibradores do tamanho normal, engana-se. Comigo é tudo à grande!

- Há quem prefira pequeno, mas trabalhador…

- Pois, mas no meu caso é diferente. Grande, cuidadoso e trabalhador.

A partir de uma conversa telefónica com uma profissional do sexo



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