Defesa de Renato Seabra contrata psiquiatra Carlos Castro: Paixão Fatal:
09.4 - 15h
Por: Valério Boto, em Nova Iorque
Renato Seabra, acusado do homicídio do colunista Carlos Castro, esteve ontem presente em nova audiência do Tribunal Supremo de Nova Iorque. Desta vez, o modelo apareceu de fato escuro e camisa branca, ao contrário das audiências anteriores, em que vestiu a farda cor-de-laranja do Departamento de Correcção.
Indumentária diferente - levada pela mãe - mas o mesmo comportamento das audiências anteriores. O jovem, algemado, sentou-se em silêncio a ouvir o tradutor. Durante a curta audiência, cerca de quatro minutos, não falou. Fixou o juiz com ar atento, muito calmo e sereno.
Segundo o seu advogado, David Touger, Renato "está bem dadas as circunstâncias". Detido na ala psiquiátrica do Hospital de Bellevue, pode circular pelos corredores e terraço do estabelecimento, sempre sob o olhar atento de segurança e guardas prisionais. Na próxima semana, será novamente avaliado por um psiquiatra contratado pela defesa.
A audiência de ontem centrou-se no estado psicológico e emocional de Renato na altura do crime, com a acusação a exigir que a defesa clarifique se pretende recorrer à "defesa psiquiátrica".
O advogado de defesa alegou por seu turno não ter os elementos de que necessita para definir a sua estratégia. "A Procuradoria disse que na próxima semana nos vai dar a maioria da documentação que não temos, e dentro de duas a três semanas podemos concentrar a nossa defesa numa direcção", disse David Touger. Entre os elementos que a Procuradoria ainda não disponibilizou estão o relatório da autópsia e fotos do local do crime.
O juiz Charles Solomon fixou entretanto a próxima audiência para dia 29 de Abril.
FAMÍLIA UNIDA DÁ FORÇA AO MODELO
Odília Pereirinha, mãe de Renato, contou desta vez com o apoio da filha durante a audiência. Joana Seabra sentou-se ao lado da mãe, no último banco da sala de tribunal.
A família chegou acompanhada por uma amiga e manteve-se em silêncio durante a permanência no edifício do Tribunal Supremo. Entraram na sala 1383 cerca das 10h30 (15h30 em Lisboa), hora do início da sessão, e aguardaram a chegada de Renato. Nem depois da sessão quebraram o silêncio. Mãe e filha seguiram para o elevador e saíram do tribunal, em passo apressado, na direcção do carro da amiga, estacionado a alguns quarteirões.
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