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Diogo Amaral: "Sou um romântico apaixonado"Confissões: 25.2 - 10h Por: Sofia Martins Santos

Feliz por ter encontrado o seu lugar na representação, Diogo Amaral garante que uma das suas maiores conquistas foi ter perdido o medo de errar. Aos 30 anos, o actor revela não acreditar no casamento e confidencia que um dos seus grandes sonhos é ser pai.

- Faz parte do elenco da novela ‘Doce Tentação' (TVI). Tem tempo para se dedicar a outros projectos?

- Não, porque não tenho tempo nenhum. A fazer novela como eu estou a fazer é impossível ter tempo para fazer teatro ou outra coisa qualquer. Se tivesse mais projectos não conseguia ter vida pessoal.

- Tempo para os projectos pessoais é uma das coisas que se perde com o ritmo das gravações?

- Mais ou menos. A vida é feita de escolhas e há tempo para tudo. Agora estou a fazer isto, mas sei que hei-de ter tempo para fazer outras coisas.

- A gestão do tempo é mais difícil em tempo de gravações...

- É uma fase mais complicada porque estou a trabalhar muito mais, mas também tive um período de férias antes para poder compensar isso. Acho que o importante é saber encontrar o equilíbrio e não sofrer demais.

- Custou-lhe encontrar esse equilíbrio?

- Não. Percebi que quando estou a fazer uma novela tenho sempre de abdicar de outras coisas. Mas tento aproveitar da melhor forma o tempo que me sobra.

- Mas chega a haver prejuízo da vida pessoal?

- Na minha não, porque habituei-me a fazer as coisas de forma a evitar isso mesmo. Não gosto de coisas extremistas. Além disso, divirto-me muito a trabalhar. Acho que o segredo é controlar as coisas para impedir que a minha vida seja apenas a novela. Aliás, é algo que eu acredito que todos nós devíamos fazer.

- Tem tido papéis de grande destaque. Vê-se no papel de galã das novelas portuguesas?

- Não, não é o tipo de categoria que eu quero integrar. A minha mãe ficaria certamente mais contente com isso do que eu. Mesmo quando faço de galã, não é uma coisa que quero que aconteça no meu dia-a-dia.

- A representação sempre foi um sonho?

- Quando comecei a trabalhar tinha 20 anos e era uma coisa que eu queria muito que me acontecesse.

- Como é que as coisas aconteceram?

- Quando chegou a altura de ter de decidir o que queria seguir, percebi que queria ir estudar representação para outro país. Mas os meus pais achavam que o melhor era tirar um curso superior primeiro e, como eu sempre oiço muito o que eles me dizem, decidi ir para a faculdade estudar Arquitectura.

- Passou também pelo curso de Direito...

- Sim, estive em Arquitectura e depois mudei para Direito. Mas durante todo este tempo ia sempre a todos os castings que conseguia para conseguir inverter a situação. Queria mostrar aos meus pais que a representação também era um caminho e que podia ser uma profissão para mim.

- Não tem actores na família...

- Não e por isso eles não tinham essa realidade. Os meus pais achavam que era mais seguro para mim tirar um curso superior e eu segui o que eles disseram, até que um dos castings que fiz correu bem e teve frutos.

- O que aconteceu depois desse casting?

- Consegui começar a fazer alguns trabalhos e quando juntei dinheiro fui fazer o curso de representação. Entretanto, a minha vida nunca mais parou.

- A ideia do curso fora do país acabou por ficar para trás...

- Sim, nunca mais consegui fazer. Tirei um curso sim, mas foi em Portugal, na Casa do Artista. Ainda hoje faço questão de apostar na minha formação, porque acho que um actor tem de estar sempre a renovar-se. Aliás, eu tenho aprendido que não há o bem e o mal. O que está mal para uns pode estar bem para outros.

- Sempre se preocupou com a opinião que os outros tinham do seu trabalho?

- Costumo dizer na brincadeira que tenho muito para errar e tenho tempo para aprender a errar cada vez com mais ‘pinta'. Agora não tenho medo de me espalhar, mas isto foi uma coisa que conquistei.

- Acha que não ter medo de falhar é uma vantagem para si?

- Sim, mas foi mesmo uma conquista. No início tinha mesmo muito medo de que as pessoas não gostassem de mim e do meu trabalho. Hoje em dia não me importo de arriscar ou de experimentar outras coisas. Aprendi a arriscar e a acreditar que não me ia arrepender.

- A insegurança que sentia acompanhou-o durante muito tempo?

- Sim, mas era mais no início. Sofria muito com a perspectiva de não fazer as coisas bem feitas. Até que descobri que não havia nem bem, nem mal. Existe é o nosso empenho e se houver uma pessoa que acredite no que estou a fazer, é porque eu consegui.

- É muito exigente consigo mesmo?

- Sou, mesmo muito, e no dia em que deixar de ser acho que perde toda a piada. Nesse dia, acho que tenho de ir fazer outras coisas. Acho que o encanto é continuar a achar que é difícil.

- Como é que os seus pais reagiram quando perceberam que já tinha dado os primeiros passos na carreira de actor?

- Eles nunca foram contra o facto de eu querer ser actor, apenas achavam que era mais seguro fazer uma licenciatura primeiro e depois lutar pelo meu sonho.

- No fundo, achavam que era uma ideia que acabaria por lhe passar?

- Sim, acho que eles tinham esperança que eu desistisse. Mas tudo isso aconteceu numa fase muito inicial, porque quando comecei a trabalhar senti que havia um apoio incondicional da parte deles. Não ficou nenhum tipo de barreira entre nós.

- Recorda-se das reacções da sua família e amigos ao seu primeiro trabalho?

- Foi tudo muito estranho. Tinha 20 anos e senti que estava a realizar um sonho.

- Fazia questão de se ver na televisão?

- Sempre fiz questão de me ver. Sou é muito reservado e, por isso, gosto de me ver sozinho. Nunca peço opinião. Se derem-ma oiço, mas não gosto de pedir.

- Como foi perceber que era reconhecido na rua? Estava preparado?

- Acho que nunca ninguém está preparado. Por mais que tivesse uma ideia do que era ser reconhecido na rua, não sabia bem como era.

- Considera-se uma pessoa famosa?

- Não, sou apenas um actor. Quando muito, sou um actor muito televisivo. Não gosto de cultivar o lado de ser famoso e quando participo em algumas coisas que têm um carácter público é porque tem de ser. Há coisas que temos de aceitar e eu também não quero ser ‘bicho-do-mato'.

- Fala-se da instabilidade da profissão de actor. Sente a crise?

- Não, nesse aspecto sou um privilegiado. Acho que houve uma altura em que as pessoas viviam acima das suas possibilidades e eu nunca fiz isso. Nunca comprei nada a prestações e tenho a minha poupança para poder ser uma pessoa mais ou menos livre.

- Esteve há pouco tempo de férias no Sudeste Asiático. Como foi?

- Eles vivem com muito menos do que nós. Acontecem muitas catástrofes naturais e, mesmo assim, eles não se queixam. Não se vê tantas pessoas a andar de carro como cá e, por isso, fiquei mais ligado à ideia das motos.

- Quando teve a primeira moto?

- Não posso dizer que idade tinha, porque ainda não a podia conduzir. Comecei a guiar a moto da minha irmã mais velha e assim que pude tirar a licença, tirei. A partir daí sempre tive motos.

- Quais são as suas principais características?

- Sou muito teimoso, desarrumado, tenho muito bom humor e sou mesmo muito exigente comigo mesmo.

- Considera-se uma pessoa fácil de afectos ou tem dificuldade em deixar as pessoas aproximarem-se de si?

- Sou muito de me dar com toda a gente, apesar de ter o meu grupo de amigos, que são como se fossem da minha família. Acho que temos de ser uns para os outros e, por isso, sou de trato fácil.

- É um homem de grandes paixões?

- Sou um romântico apaixonado. E não falo só nas relações, é em relação a tudo o que faço. Tenho de fazer tudo com vontade e tudo tem de ser intenso e fazer sentido.

- O casamento faz parte dos seus planos?

- Não, porque não consigo perceber a parte em que se promete amar e respeitar na saúde e na doença aquela pessoa até ao fim da vida. Não posso jurar isso a ninguém, porque eu não sei o dia de amanhã. Prefiro fazer uma grande festa e dizer a toda a gente que gosto daquela pessoa.

- E filhos fazem parte dos seus planos?

- Fazem sim, quero mesmo muito ser pai. Não sei quando é que isso vai acontecer, mas é uma experiência que eu quero viver, até porque eu, no fundo, ainda sou uma criança. A minha mãe tem um infantário e eu sempre gostei muito de crianças.

- Já cometeu alguma loucura por amor?

- Acho que quando as pessoas que falam muito dessas coisas de amor é porque não são muito bem amadas e, por isso, precisam de verbalizar muita coisa, que eu acredito que não é necessário verbalizar.

- Namora com a actriz Vera Kolodzig. Como está a sua vida amorosa?

- Sou um puto muito feliz.

INTIMIDADES

- Quem convidaria para um jantar a dois?

- A mulher da minha vida.

- Quem é para si a mulher mais sexy?

- Não sei, tinha de pensar muito para escolher uma.

- O que não suporta no sexo oposto?

- Aqueles quinze minutos de espera antes de ir jantar fora com um grupo de amigos.

- Qual é o seu maior vício?

- Andar de moto.

- Qual foi o último livro que leu?

- ‘A Solidão dos Números Primos', de Paolo Giordano.

- O filme da sua vida?

- ‘Amélie' e a ‘A Vida É Bela'.

- Cidade preferida?

- Rio de Janeiro.

- Um desejo?

- Ver toda a gente a rir.

- Complete. A minha vida é...

- ... bela. Sou um privilegiado porque não me falta mesmo nada.

PERFIL

Diogo Amaral tem 30 anos e estreou-se em televisão em 2001 com a novela ‘Sonhos Traídos', da TVI. Seguiram-se muitos outros trabalhos, como ‘Morangos com Açúcar', ‘Fascínios', ‘Equador', ‘Sentimentos' e ‘Espírito Indomável'. Actualmente, faz parte do elenco principal da nova aposta do canal de Queluz de Baixo, a novela ‘Doce Tentação'.



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