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José Carlos Pereira: “Continuo a pagar as propinas da universidade” Confissões: 09.6 - 10h Por: Vânia Nunes

José Carlos Pereira tem o curso de Medicina suspenso há seis anos, mas não quer desistir. Para já, está inteiramente dedicado à novela ‘Louco Amor' e ao programa de imitações da TVI. No plano pessoal, vive uma fase feliz e anseia constituir família.

- Estava ansioso para a estreia da novela ‘Louco Amor', da TVI. Como tem sido o feedback?

- Este é capaz de ter sido o primeiro projecto em que estive tanto tempo sem ter feedback do público. Estava cheio de expectativas. Sabia o trabalho que estava a fazer em estúdio, mas não tinha feedback para ter uma real apreciação. A verdade é que superou o que estava à espera. As audiências têm falado por si. O desempenho dos actores está a surpreender toda a gente pela positiva.

- O que é que as pessoas lhe têm dito?

- Dizem-me que ando ali como uma bola de pingue-pongue entre duas mulheres, estou noivo de uma, mas acabo por me apaixonar por outra, ando ali num dilema moral. É uma situação complicada.

- Identifica-se com a personagem?

- O ‘Duarte' é uma pessoa com grandes valores sociais e preocupações, é uma pessoa de grandes princípios. Felizmente, também tive uma boa educação, devo-a aos meus pais. Graças a Deus que tenho grandes valores. Não sei se são tão parecidos com os do ‘Duarte', porque nunca tive os dilemas e os problemas dele. Os pontos comuns que temos são a dedicação e o altruísmo.

- Como manifesta esse seu lado altruísta?

- Em acções de solidariedade que faço sempre que posso. Não publicito, porque acho que a solidariedade é uma coisa que se faz para ajudar os outros, não é para benefício próprio. Não preciso de andar a dizer que faço bem aos outros. Mesmo no campo da medicina, o que sempre me deu gozo foi poder ajudar os outros. Dá-me gozo ver a felicidade alheia.

- Mas colabora com alguma associação?

- Sou padrinho da associação Natura, que apoia crianças carenciadas no Norte do País. Quando fazem alguma festa de angariação de fundos, estou sempre presente. A mim não me custa nada. Acabo por me sentir bem, porque estou a ajudar.

- Voltando à personagem, ‘Duarte', este é bem diferente do ‘Pepito' de ‘Anjo Meu'...

- O ‘Pepito' era um personagem de composição, muito mais dispare daquilo que eu sou. Isto de voltar a ser um personagem normal é difícil. O ‘Duarte' é uma pessoa normal, com dramas normais. Cada um de nós traz um pouco de si ao personagem.

- Também já esteve dividido entre dois amores?

- Não vou responder [risos].

- E é bom viver um louco amor?

- Todos precisamos de estar apaixonados, sem dúvida. É o amor que faz o Mundo girar. Foram as grandes paixões que conquistaram impérios. A verdade é que só com amores loucos, com grandes motivações é que se conseguem fazer as melhores coisas do Mundo. Pelo menos a mim, é o amor que me move.

- O que é que o apaixona?

- Boas pessoas, inteligência, sentido de humor, ajudar os mais necessitados, o mar, a música, representar e a minha família.

- Com as gravações da novela e os directos de ‘A Tua Cara Não Me É Estranha', aos domingos, não se sente cansado?

- Quem corre por gosto não cansa. Eu já estou muito cansado. Pensava que não, mas estou, tanto que já apanhei um susto. Continuo a gostar imenso daquilo que faço e vou continuar a fazê-lo de corpo e alma. Tenho um louco amor pelo meu trabalho, por isso, vou continuar a fazê-lo com todo o profissionalismo que me é exigido: chegar às 08h00 da manhã e sair às 08h00 da noite.

- Só tem um dia livre por semana...

- Sim, tenho o sábado. Antes não tinha, agora optei por ter. Achei que já era demasiado.

- E o que é que costuma fazer?

- Praia, surf, descanso, estou com amigos com quem já não estava há algum tempo. Almoço com a família e janto com amigos. Vou tentado dividir-me assim, mas nem sempre é possível. Durante a semana é muito complicado. Tento fazer ginásio nos buraquinhos que tenho. Acho que as coisas estão a correr bem. Estou a conseguir organizar o meu tempo. É sempre preciso fazer uma readaptação, quando se vem de um trabalho com mais tempo livre.

- A música está em stand by por agora?

- Infelizmente, neste momento, está parada. Estava com um projecto bem engraçado, os Sal, e seria uma boa altura para recomeçar, mas não tenho tempo. Tenho de dar a mão à palmatória, o meu trabalho é representar, a música é um hobby. Não consigo fazer tudo ao mesmo tempo. É como a medicina: não posso ser médico e actor ao mesmo tempo.

- Aos domingos, quando está nas galas, sente vontade de regressar aos palcos?

- Muita. Toda a gente já percebeu que adoro cantar. Dá-me muito gozo lá estar. Adoro música e têm havido muito boas interpretações, há ali grandes imitadores.

- E diverte-se mesmo?

- Divirto-me muito. Há dias em que vou cansado, mas isso faz parte. Dá-me prazer fazer parte daquele núcleo duro, daquele que é um dos melhores programas de entretenimento que surgiram nos últimos tempos. Todos nós nos respeitamos mutuamente.

- Tem algum concorrente favorito?

- É inquestionável o talento do FF e a voz potente da Luciana, cada um no seu género. Já houve prestações muito boas e cada programa é uma surpresa nova, mas estes dois nomes têm sido os mais sólidos.

- Já se fala numa terceira edição do programa. Aceitaria continuar a fazer parte do júri?

- Ainda ninguém falou comigo acerca disso, nem sei mesmo de nada, mas se surgir uma terceira edição, que eu acho que faz todo o sentido, aceitaria com todo o agrado.

- Depois de uma fase negativa [esteve internado numa clínica de desintoxicação há dois anos], é bom poder mostrar a sua personalidade?

- É bom que as pessoas consigam ver este meu lado. Há pessoas que achavam que eu tinha uma imagem arrogante e ficaram surpreendidas. Sempre interpretei personagens, agora é bom ser eu. Não vou dizer que sou a melhor pessoa do Mundo, porque não sou, mas também não sou aquele bicho que fizeram de mim.

- O que acha que o público pensa de si?

- Não sei, mas acho que as pessoas estão a adorar. Conseguem ver aquilo que eu realmente sou.

- Como lida com a exposição mediática inerente à sua profissão?

- No meu caso, a exposição não foi nada proveitosa. Foi uma fase que já passou. Não choro sobre o passado.

- Recentemente foi publicado que teve uma recaída e voltou a beber. Como reage a sua família a estas notícias?

- A minha família já não reage, sabe que eu estou bem e isso é que interessa. Não temo nem devo nada a ninguém.

- Quer ser visto com um exemplo de sucesso perante jovens que passem pela mesma situação?

- Não gosto de ser exemplo para ninguém. Tenho humildade suficiente para perceber que somos todos falíveis, sou uma figura pública, sei a minha responsabilidade pública. Ser exemplo é uma responsabilidade muito grande e eu não quero ter. Vivo a minha vida e só a mim diz respeito.

- Já desistiu do curso de Medicina?

O curso está parado há seis anos. Consegui conciliar até ao último ano, mas depois, como é uma vertente apenas prática, não consegui dividir-me. Não dá para conciliar. Mas é verdade que continuo inscrito e a pagar as propinas, única e exclusivamente para ter o meu lugar assegurado, porque isso é uma coisa que ainda pretendo fazer.

- A sua família pressiona-o para terminar o curso?

- Não, a minha família está muito satisfeita com o que faço, com o desempenho que tenho.

- Perante a conjuntura económica que o País atravessa, há muitos actores que optam por investir num plano B. Também pensa nisso?

- O meu plano B será sempre a Medicina, estudei imenso para isso. Nunca se sabe o dia de amanhã. Se bem que na Plural e na TVI as coisas estão consolidadas, desenvolvi um bom trabalho nos últimos dois anos, depois de toda aquela fase problemática. É difícil voltar de uma situação daquelas, mas é bom trabalhar e empenharmo-nos. As coisas estão a correr muito bem e acho que estou na melhor fase da minha carreira.

- Alguma vez pensou investir num negócio?

- Já pensei, mas não seria em Portugal. É uma ideia que está em construção. Em meados de Junho já irei dedicar-me mais. Não quero adiantar pormenores agora.

- Tem 33 anos, constituir família é um desejo?

- É normal que a certa altura se comece a pensar em constituir família, não quer dizer que tenha namorada, porque não tenho. Mas quero mesmo muito ser pai.

- E acha que vai ser um ‘pai galinha'?

- A minha mãe acha que sim, ainda por cima sou filho único. Penso que vou ter esse defeito de ser um ‘pai galinha'.

- Há alguma idade que tenha estipulado para ter filhos?

- Não tenho prazos, quando encontrar a mulher que ame e achar que deve ser a mãe dos meus filhos, aí sim, terei um filho. Enquanto isso não acontecer, vou vivendo um dia de cada vez. Não somos nós que decidimos.

- Vai gravar a novela até quando?

- Não gosto de saber quando terminam as gravações, porque depois crio sempre uma expectativa e prolonga-se sempre a data. Gosto de pensar um dia de cada vez.

- Vai conseguir ter uns dias de férias?

- Como protagonista, é muito complicado conseguir-se isso, porque estou a gravar todos os dias. Vou tentar falar com quem de direito, para pedir dois dias. 

INTIMIDADES

- Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?

- A minha mãe.

- Quem é para si a mulher mais sexy?

- A Angelina Jolie.

- O que não suporta no sexo oposto?

- Histerismo.

- Qual o seu maior vício?

- O telemóvel.

- Qual foi o último livro que leu?

- A ‘Confissão da Leoa', de Mia Couto.

- O filme da sua vida?

- Tenho vários. O filme que era no ano passado, pode deixar de ser. Vi, recentemente, um filme francês que adorei, ‘Amigos Improváveis', e tornou-se num dos filmes da minha vida.

- Cidade preferida?

- Para viver, Lisboa, sem dúvida.

- Um desejo?

- Ser pai.

- Complete. A minha vida é...

- ... a melhor coisa que eu tenho.

PERFIL

José Carlos Pereira tem 33 anos e tornou-se popular em 2001 com a novela ‘Anjo Selvagem', da TVI. Actualmente, o actor integra o elenco da nova novela da estação de Queluz ‘Louco Amor'. É também jurado do programa zde imitações ‘A Tua Cara Não Me É Estranha'.



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