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Melânia Gomes: “Tive de crescer depressa de mais” Confissões: 31.3 - 10h Por: Sofia Martins Santos

Aos 27 anos, a actriz Melânia Gomes confessa estar feliz ao lado do companheiro, Mário, com quem pensa ter filhos. No entanto, depois de ter vivido uma infância difícil, casar-se está fora dos planos.

- Regressou recentemente ao teatro com a peça ‘O carteiro de Neruda’, onde foi protagonista...

- Sim, e soube muito bem, porque já não fazia teatro há quase dois anos e foi um regresso muito feliz. Apareceu numa altura em que eu podia aceitar o projecto. Foram só duas semanas, mas teve a vantagem de ser mais fácil de conciliar com os outros projectos.

- Neste momento não faz parte do elenco de nenhuma novela. Tem aproveitado para fazer o quê?

- Estou à espera de começar a gravar a qualquer momento os telefilmes da TVI. E também sei que o meu nome está indicado para a próxima novela. Além disso, tenho os meus projectos pessoais, que passam por fazer trabalhos a solo.

- O regresso ao teatro era algo por que ansiava?

- Sim. Apenas não tinha acontecido antes porque quando se está a gravar uma novela é muito complicado ter tempo para outras coisas. As gravações muitas vezes são de manhã à noite, e não são poucas as vezes em que se grava também ao fim-de-semana.

- Acha que o ritmo das gravações é o pior da profissão?

- Sim, porque acaba por prejudicar não só a nossa saúde como, muitas vezes, também o resultado dos nossos trabalhos. Acho que em televisão a falta de tempo e o cansaço influenciam muito o resultado final dos trabalhos.

- É difícil conciliar a vida profissional com a vida pessoal?

- Para mim, não, porque quando me estreei no teatro aconteceu também a minha estreia em televisão. Tive de me habituar a fazer logo uma grande ginástica, porque o teatro de revista é muito exigente. Desde cedo que tive de arranjar tempo para mim e para a minha família. Além disso, o facto de o Mário [Redondo, companheiro] também ser actor ajuda muito. Ele sabe perfeitamente como é que tudo funciona.

- O facto de estarem os dois ligados à representação ajuda na vossa relação?

- Sim, claro que sim. Ambos sabemos que as coisas nesta área são vividas de forma muito intensa. Mas o grande segredo da nossa relação é mesmo o facto de ter encontrado o Mário numa fase em que ele estava muito preparado para ter uma relação.

- Pedem conselhos um ao outro?

- Sim, muitos. Peço-lhe sempre conselhos sobre os meus projectos profissionais. Muitas vezes, mostro-lhe as cenas em que não me sinto tão segura e peço-lhe opinião. Há alturas em que ele é mesmo a minha força.

- Faz questão de ver todos os seus trabalhos?

- Sim, desde o início que vejo as novelas que faço.

- Lembra-se do seu primeiro trabalho em televisão?

- Lembro-me. Foi com o Camilo de Oliveira e surgiu de uma forma completamente inesperada.

- Qual foi a sua primeira impressão?

- Que a televisão me engordava muito!

- Não ficou contente com a sua imagem...

- Não, mas ainda hoje não estou. Comecei há pouco tempo uma dieta muito rigorosa e já perdi cerca de quatro quilos, mas ainda quero perder mais. Estou concentrada em perder peso, mas confesso que tem sido muito difícil atingir as metas que foram estabelecidas.

- A sua imagem deixou-a insegura nos primeiros trabalhos que fez?

- Não. Podia achar que a televisão me engordava, mas isso nunca me afectou ao ponto de me sentir insegura no trabalho.

- E medo de falhar, sentiu?

- O facto de vir do teatro de revista ajudou-me muito, porque fez com que me sentisse mais segura. Deu-me estabilidade, quer em termos pessoais, quer profissionais. Senti-me mais confiante do que se não tivesse tido nenhum contacto com o público. Comecei a fazer televisão como se continuasse a fazer teatro.

- Ambicionava fazer trabalhos em televisão?

- Não. Nunca me tinha passado pela cabeça. Quando vim para Lisboa, queria ser actriz, mas não sabia que as coisas podiam acontecer assim tão rapidamente. Pensava que ia tirar o curso e que ia andar de casting em casting até conseguir finalmente alguma coisa. Nunca pensei que as coisas acontecessem como aconteceram. Fiz teatro e, quando dei conta, estava na televisão.

- O seu sonho sempre foi ser actriz?

- Sim, a primeira memória que eu tenho sou eu com quatro anos no infantário a fazer uma peça de teatro. Aliás, as minhas brincadeiras sempre estiveram relacionadas com a representação.

- Mas chegou a frequentar o curso de Sociologia em Braga...

- No fundo, apesar de querer ser actriz, tinha um pouco de medo de não conseguir. E, por isso, tentei tirar um curso superior para me defender, mas desisti porque queria mesmo a representação e percebi que não havia nada a fazer.

- Foi complicado ver que os seus pais não acreditavam que podia ser actriz?

- Não, porque não entrei em choque com eles. O facto de ter tentado seguir Sociologia fez com que percebessem que se eu estava a desistir era porque queria mesmo outra coisa. Não disse simplesmente que não queria. Fui, tentei, e vi que não dava. Eles acabaram por também perceber isso e apoiaram-me.

- Como é que a sua família reagiu quando percebeu que tinha conseguido alcançar o seu sonho?

- Foi uma alegria enorme. Quando perceberam que queria mesmo ser actriz, o medo principal da minha mãe estava relacionado com o facto de ter de me mudar para Lisboa, porque havia muita violência. Mas, quando me viu a dar os primeiros passos na representação, os medos desapareceram todos.

- Sente-se famosa?

- Não, mas sei que sou reconhecida na rua. Sou uma pessoa muito simples e aceito as coisas de uma forma muito natural. Gostei da abordagem das pessoas desde o início e comecei a achar que era muito bom sinal as pessoas quererem falar comigo, porque significava que gostavam do meu trabalho. Mas confesso que é uma coisa que com o tempo começa a cansar.

- Porquê?

- Porque chega a ser triste querer dar atenção às pessoas e não conseguir. Lembro--me de uma vez ter ido parar às Urgências muito doente e tudo o que menos queria era ter de falar com alguém ou tirar fotografias. De qualquer forma, no geral gosto muito de conversar com qualquer pessoa.

- Viveu sempre em Viana de Castelo. Como foi mudar-se para Lisboa?

- Tinha 18 anos e vim sozinha. Ao início, foi assustador, porque as pessoas eram muito diferentes de mim. Lembro-me de entrar no autocarro e ficar chocada por dizer ‘bom dia’ e ninguém me responder. Acho que isso foi mesmo o que mais me custou.

- Como foi lidar com as saudades da família?

- Custou-me muito estar longe de todos os meus familiares e senti saudades desde o início, mas o pior foi quando o trabalho me deixou sem tempo para ir lá. Nunca me vou esquecer de que essa fase coincidiu com a altura em que o meu avô ficou muito doente e eu não consegui acompanhar tudo de perto.

- Sentiu-se mal por não poder estar com o seu avô?

- Sim, custou-me mesmo muito. Queria muito ir lá, mas não tinha mesmo possibilidade. Ninguém imagina o que eu passei nessa altura.

- A sua família compreendeu?

- Felizmente conseguiram compreender. Eles sabem que as coisas são complicadas e fazem questão de me apoiar ao máximo.

- Quais são as suas principais características?

- Não tenho problemas em dizer que sou uma pessoa positiva, perfeccionista e muito séria.

- O que quer dizer quando afirma que é uma pessoa muito séria?

- Sou séria porque quando me envolvo nas coisas é para dar tudo de mim e levo tudo mesmo muito a peito. Se acontecer falhar em alguma coisa no trabalho, fico verdadeiramente doente.

- O Mário tem mais 13 anos do que a Melânia. Sente muito a diferença de idades?

- Não, sinceramente não. A minha mãe separou-se do meu pai quando eu era muito pequena e, por isso, cresci muito rápido, o que faz com que tenha uma mentalidade diferente para a idade que tenho.

- Teve uma infância complicada…

- Sim, sem dúvida, e houve muitas coisas que eu perdi. Acabei por ter de crescer depressa de mais, mesmo sem me aperceber disso. Era eu que tomava conta da minha mãe.

- A Melânia fala no Mário como sendo seu marido, mas não é casada?

- Não, não sou. Digo marido porque não gosto de dizer o meu homem e também não gosto de dizer namorado, porque é mais do que isso.

- Pensa em casar-se?

- Não. Para mim é uma coisa que não faz sentido. A minha mãe viveu feliz com o meu pai durante muitos anos, mas, quando se casaram, acabaram por se divorciar. Isso marcou-me muito.

- E ter filhos faz parte dos vossos planos?

- Sim, claro. Mas para já não penso nisso porque não tenho dinheiro. Ter filhos é muito caro, e não faço ideia de como vai ser o meu dia de amanhã em termos profissionais.

INTIMIDADES

- Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?

- O ministro das Finanças, Vítor Gaspar.

- Quem é para si o homem mais sexy?

- O Mário [Redondo, companheiro]

- O que não suporta no sexo oposto?

- Não suporto homens com a mania de que sabem tudo.

- Qual é o seu maior vício?

- Dormir.

- Qual foi o último livro que leu?

- ‘O Velho que Lia Romances de Amor’, de Luis Sepúlveda.

- O filme da sua vida?

- ‘A Vida é Bela’, de Roberto Benigni.

- Cidade preferida?

- Viana do Castelo

- Um desejo?

- Que as pessoas tivessem mais consciência dos problemas ambientais.

- Complete: A minha vida é...

- Perfeita. Consegui alcançar tudo o que sempre quis.

PERFIL

Melânia Gomes nasceu em Tomar, mas era ainda bebé quando a família se mudou para Viana do Castelo. Com 27 anos, a actriz garante que sempre teve o sonho de representar e que foi esse o motivo que a levou a mudar-se para Lisboa aos 18 anos. ‘Deixa-me Amar’, ‘Deixa que Te Leve’ e ‘Espírito Indomável’ foram algumas das novelas que fez para a TVI, estação com a qual assinou contrato de exclusividade em 2011.



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