• Tamanho Letra
  • Imprimir
  • Partilhar  Partilhar
  • Comentar
  • Ler Comentários
Gostou desta notícia?
URL

Raquel Strada: “Os meus sonhos não são grandiosos”Confissões: 07.4 - 10h Por: Vânia Nunes

Aos 29 anos, Raquel Strada acredita que os seus desejos são simples: ser feliz ao lado do gestor João Brilha, ter filhos depois do casamento e continuar a trabalhar em televisão.

- Está na rádio Sudoeste TMN. Como tem corrido a experiência?

- Tem corrido muito bem. Estava a fazer o programa das manhãs, agora faço um de autor: converso com um entrevistado durante uma hora. Como além da rádio também faço dobragens para a Disney, estou no programa ‘Querida Júlia' [SIC] e faço coisas para o ‘Extra' [SIC], chegou uma altura em que estava a ficar muito cansada de acordar às 5 horas e deitar-me à meia-noite. Cheguei à conclusão de que o melhor seria dedicar-me à rádio, que é uma paixão, mas a entrevistar pessoas, com mais calma.

- O que faz no programa ‘Querida Júlia'?

- Estou na parte da produção e escrevo os textos. Sempre gostei de programas de ‘day time', e a Júlia [Pinheiro] e a SIC deram-me a oportunidade de perceber exactamente como é que a máquina funciona, é maravilhoso. Mas também estou a preparar um outro programa, que vai estrear na SIC Mulher, sobre moda.

- Ao longo dos anos, tem estado sempre ligada à moda...

- É verdade, mas aquilo que eu pretendo num próximo programa de televisão é fazer com que as mulheres se sintam melhor e percebam que não é assim tão difícil cuidarem de si. Há pequenos truques que nos valorizam...

- A Raquel usa esses truques no seu dia-a-dia?

- Tem dias. Há dias em que não gosto de nada em mim e há outros em que gosto. Sou uma mulher igual às outras. Mas já percebi alguns truques para me valorizar.

- Segue as tendências da moda?

- Estou atenta mas não sigo as tendências. Visto-me como me sinto bem.

- Como define o seu estilo?

- Depende de como acordo de manhã. Acho que as pessoas se devem vestir consoante a ocasião.

- Já disse que há pessoas que a consideram sexy e outras uma miúda. Em que posição se sente mais confortável?

- Acho que nem sou uma miúda, nem sou uma mulher sexy, mas realmente é a apreciação geral que se faz de mim, não sei porquê. Estou numa fase de transição. A maturidade vem da experiência, e eu nunca tive pressa de fazer nada. Se calhar é por isso que acham que sou mais miúda.

- Incomoda-a que a achem sexy?

- Não, claro que não. Também gosto que elogiem a minha inteligência, mas sou uma mulher normal, gosto que digam que sou bonita por fora.

- Sente-se confortável com a imagem?

- De uma forma geral, sim. Não havia grande coisa que eu mudasse em mim. Sou como sou. Mas atenção, não sou contra nada. Se me sentisse desconfortável, mudaria, mas gosto de ser assim. Não quero mudar pequenos defeitos que eu tenha, porque também gosto disso nas outras pessoas. Acho graça quando um rapaz tem um dente torto ou um bocadinho de barriga. Acho que os nossos defeitos é que nos fazem especiais e únicos.

- Já desfilou algumas vezes. É outro trabalho de que gosta?

- Não posso dizer que gosto, porque fico muito nervosa...

- É tímida?

- Sou um bocadinho. Faz-me confusão que esteja toda a gente a olhar para mim.

- Não tem feito trabalhos como actriz. Não surgiram mais convites?

- Não tenho feito por opção. Tive alguns contactos nesse sentido, mas não aceitei.

- Porquê?

- Nunca sabemos o dia de amanhã e, de vez em quando, aparecem mesmo muitos bons projectos. Neste momento, fiz uma opção, tenho tanta coisa para fazer com a qual me identifico que decidi abdicar. Mais vale concentrar-me naquilo de que realmente gosto, para fazer bem e correr o melhor possível.

- Revelou que o seu maior objectivo a nível profissional seria ter um programa de destaque na SIC. Acha que está perto de o concretizar?

- Não sei. A única coisa que sei é que é uma casa que me trata muito bem, que quer continuar comigo. Sinto que me estão a ensinar muita coisa e que se preocupam comigo. Quando chegar a altura, terei a minha oportunidade.

- Arrepende-se de alguma coisa no seu percurso profissional?

- Não. Sempre fui dando um passinho de cada vez. Nunca tive pressa de fazer nada. Houve projectos que me propuseram e eu não aceitei. Fui atrás daquilo que gostava de fazer e do que achava que era melhor para mim. Não escolhi aquilo que me podia dar logo mais visibilidade ou onde podia ganhar mais dinheiro. Todas as pessoas almejam chegar longe e realizar os seus sonhos, mas não acho que os meus sonhos sejam muito grandiosos.

- O dinheiro não pesa nas suas decisões?

- O dinheiro é importante, como é óbvio, mas não é o mais importante.

- No momento de optar entre dois projectos, nunca seria o dinheiro a pesar mais?

- Não. Sou muito realizada a comunicar, e o dinheiro nunca seria decisivo.

- Como é a sua relação com os fãs?

- É boa. Mesmo quando fazia de má em ‘Rebelde Way', as pessoas gostavam de mim. Mas também quero que me digam quando não gostam do que eu faço. Sou muito crítica comigo, muito chata, e estou sempre a pedir aos amigos e à família para me dizerem o que fiz de mal. Quando nos dão palmadinhas nas costas, nunca vamos a lado nenhum.

- Usa o Facebook para falar com eles?

- Criei uma página, porque havia muitas com o meu nome que não eram minhas. Em vez de andarem pessoas a escrever por mim, falo eu com os meus fãs. É muito engraçado. Acho que os fãs merecem isso.

- Mas já confessou ser viciada nas redes sociais...

- Sim, uso para falar com os meus amigos. Para combinarmos um café todos juntos, em vez de mandarmos 20 mensagens, marcamos tudo pelo Facebook. Aquilo toca no telemóvel e vamos todos ter ao mesmo sítio. Sou muito agarrada aos meus amigos.

- Aos de infância?

- Sim. Ao longo do tempo, tenho conhecido pessoas extraordinárias, mas os meus amigos do peito são os de infância. É para a vida.

- Há uns anos, revelou que o seu sonho era casar-se aos 30 anos. Já está com 29...

- [risos] Mas não me vou casar já. Acho que ainda estou numa altura em que me quero dedicar à vida profissional. Estou feliz assim. Estamos em crise, não vou gastar dinheiro com o casamento.

- Foi morar com o seu namorado [ João Brilha, gestor] aos 21 anos. Como é que a sua família reagiu?

- Fui ficando em casa dele algumas noites, até que a minha mãe me perguntou onde é que eu morava afinal. Entretanto, conversámos e eu achei por bem viver com o João. Na altura, fazia todo o sentido, e os meus pais não se importaram. Graças a Deus que tenho uns pais compreensivos. Eles dizem-me sempre: "Independentemente de tudo o que aconteça, nós queremos é que sejas feliz."

- E como tem corrido? Distribuem as tarefas domésticas?

- Mais ou menos. O João é muito melhor cozinheiro do que eu. Eu sou mais desarrumada. Custa-me orientar as coisas da casa. Se bem que agora tenho aprendido muito mais coisas. Sou boa a aspirar e a limpar. Tratar da roupa e cozinhar não gosto, apesar de ter de o fazer, porque não tenho escolha.

- Qual de vocês é mais romântico?

- Nós gostamos muito um do outro, mas não somos pessoas muito românticas. Já fizemos coisas muito bonitas, claro, mas não fazemos loucuras. Lembro-me de que, quando fiz 22 anos, o João comprou--me umas meias e enfiou lá dentro dois bilhetes de avião para irmos a Londres.

- Como é que ele lida com o mediatismo da sua profissão?

- Lida muito bem, ele sempre foi o meu maior apoio. Se não fosse ele, nunca teria vindo para a televisão. Foi ele que me inscreveu no casting do ‘Curto Circuito' [da SIC Radical]. Ele sente que esta não é a vida dele, tanto que não vai comigo para lado nenhum, mas dá-me imenso apoio. Percebe que esta é a minha vocação e o sonho que ele me ajudou a descobrir.

- Falam em filhos?

- Falamos em filhos, mas para já ainda não. Se não me vou casar já, também não vou ter filhos.

- Gostava de ter filhos só depois do casamento?

- Gostava de seguir a tradição. Mas tenho tempo. Pelo menos mais um ano.

- É filha única. Isso significa que é mimada?

- Sou. Mas sou mais mimada pelos meus amigos, que se preocupam muito comigo. Os meus pais sempre foram tradicionais, mas deram-me espaço e liberdade. Foi isso que me fez ter mais regras. Como tive de me autodisciplinar, sempre fui consciente e nunca fiz grandes loucuras.

- Mantém uma relação próxima com os seus pais?

- Sim. Gosto muito deles. Não falamos todos os dias, mas quase. Sou especialmente próxima da minha mãe, que é uma inspiração para mim.

- É pública a sua simpatia pelo Benfica. Vai ao estádio?

- Vou ao estádio. Gosto muito do Benfica. É daquelas coisas que não se escolhem: desde pequenina que dizia ao meu pai que era do Benfica.

- Mas é apreciadora de futebol em geral?

- Sim. Sou efusiva demais e refilo muito.

- Tem algum jogador de eleição?

- Há jogadores portugueses muito bons. Temos o melhor jogador do Mundo [Cristiano Ronaldo] e isso diz muito.

INTIMIDADES

- Quem convidaria para um jantar a dois?

- O Ryan Gosling, porque é giro e um bom actor. O meu namorado que me perdoe!

- Quem é para si o homem mais sexy?

- É o meu namorado, claro.

- O que não suporta no sexo oposto?

- A mentira.

- Qual é o seu maior vício?

- O telemóvel.

- Qual foi o último livro que leu?

- Um livro de culinária da Helena Sacadura Cabral.

- O filme da sua vida?

- Tenho tantos... Gosto muito de filmes europeus. Destaco ‘O Meu Coração Quase Parou'.

- Cidade preferida?

- A seguir a Lisboa, gosto de Londres. É a cidade que tem maior oferta cultural. Além disso, acho que é uma cidade despretensiosa, podemos andar como quisermos e ninguém olha para nós.

- Um desejo?

- Ter saúde. Sem saúde não se faz nada.

- Complete: A minha vida é...

- ...boa. Sou feliz.

PERFIL

Raquel Strada tem 29 anos e é apresentadora de televisão, locutora de rádio e actriz. Destacou-se em ‘Curto Circuito', da SIC Radical, e integrou o elenco de ‘Floribella' e ‘Rebelde Way'. Actualmente, tem um programa de entrevistas na rádio Sudoeste TMN .



Partilhar:

PUB

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados. É expressamente proíbida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Presslivre, S.A.,
uma empresa Cofina Media - Grupo Cofina.