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Magma: Swallow The Sun - Doce depressão Êxito: 04.2 - 10h Por: José Almeida Ribeiro

'The Morning Never Came’, a estreia dos Swallow The Sun (STS), é um dos melhores álbuns de sempre de death/doom melódico. A afirmação será tão discutível quanto dizer que os três registos seguintes – todos acima da média – não se aproximaram, nem de longe, do brilhantismo patente nesse colosso de depressão e melancolia.

Quase dez anos depois, ‘Emerald Forest And The Blackbird’ marca o regresso do colectivo finlandês à genialidade e revela-se uma espécie de versão feminina do sombrio primeiro disco: mais maduro, diverso (repleto de nuances e surpresas), complexo (em termos técnicos e composicionais) e, acima de tudo, ambicioso.

A dramática e contrastante faixa título realça, logo a abrir, as deslumbrantes melodias características da banda, assim como a amplitude vocal de Mikko Kotamäki, perfeito em diversos registos. O início acústico de ‘Hearts Wide Shut’ transpira a Opeth, a acessível taciturnidade de ‘This Cut Is The De-epest’ remete para uns Katatonia, enquanto que a negra ‘Hate, Lead The Way’ tem vocalizações, teclados e guitarras que bebem do black metal atmosférico.

Nas texturas calmas do desarmante single ‘Cathedral Walls’, com participação de Anette Olzon (Nightwish), os STS fazem lembrar os Anathema, ao passo que nos longos e progressivos ‘Labyrinth of London (Horror Pt. IV)’ e ‘April 14th’ ou no brutal ‘Of Death And Corruption’ soam simplesmente a si próprios, na melhor forma de sempre. E é sempre tão belo, que dói!



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