Victor de Sousa: "Infelizmente não deixo uma fortuna"Nacionais:
24.4 - 08h
Por: Vânia Nunes
Victor de Sousa apadrinhou uma criança de cinco anos e já fez um testamento em seu nome. O actor vai deixar-lhe a sua casa em Lisboa e lamenta não poder acompanhar a sua adolescência. Actualmente, estão juntos todas as semanas e Victor participa na educação de Zé Miguel.
- Fez um testamento em nome de um menino de cinco anos. Qual é a sua relação com ele?
- É um menino que vi nascer, o Zé Miguel. É filho de um casal de amigos que me convidaram para o apadrinhar. Criei uma grande empatia com ele e tenho levado as minhas funções muito a sério.
- Que bens lhe vai deixar?
- Infelizmente, não posso deixar uma fortuna a este menino. Deixo a minha casa, no bairro de Campolide [Lisboa]. Sei que ele só poderá usufruir dela quando tiver 18 anos, mas preocupa-me muito o futuro dele, e, no que depender de mim, terá o melhor.
- Não tem familiares próximos?
- Não. Só tenho uma prima e uma tia. Daí que tenha uma relação tão próxima com esta família. Este apoio é recíproco.
- Com que frequência está com a criança?
- Estamos juntos pelo menos uma vez por semana. Vamos ao teatro, ao cinema, já o levei a ver o Benfica... É um ser maravilhoso. Nunca tinha assistido de tão perto ao crescimento de uma criança.
- Trata-o como um filho?
- Sem dúvida. Dou-lhe mimo e presentes como a um filho. Como tenho 65 anos, tenho pena de não poder saborear também a juventude dele e os seus primeiros passos como homem.
- Também o ajuda financeiramente agora?
- Sim, ajudo em tudo o que é preciso. Só não sou um pai de sangue.
- Neste momento, arrepende-se de não ter sido pai?
- Nunca pensei nisso. Estou a aproveitar o presente.