Zulmira Ferreira: "Os gregos vivem um dia de cada vez" Nacionais:
06.2 - 08h
Por: Rita Montenegro
Zulmira Ferreira está preocupada com a crise económica que a Europa está a atravessar. Ainda que não tenha feito mudanças profundas na sua vida na Grécia, diz que os tempos não são fáceis.
– Faz questão de vir uma vez por mês a Portugal. É bom regressar...
– É muito bom, as saudades são mais do que muitas. Na Grécia estou muito bem, mas tenho parte de mim em Portugal.
– A verdade é que nos poucos dias que passa em Portugal não pára...
– Não paro mesmo. Ainda por cima estou a preparar uma surpresa ao meu marido. Estou a fazer uma sala especial dedicada à sua carreira na nossa casa.
– Como está a Grécia nesta altura conturbada?
– Pelo que vejo, não está bem. Os gregos já não querem o euro. No entanto, no dia-a-dia, está tudo normal. Os portugueses são mais pessimistas. Os gregos saem dos empregos e não vão para casa. As lojas e os restaurantes estão cheios. É óbvio que vivem acima das possibilidades. Vivem um dia de cada vez.
– Alterou o seu quotidiano?
– Continuo a viver como sempre. Estou mais contida, mas vivo como sempre vivi.
– O seu marido, Jesualdo Ferreira, esteve internado devido a uma pneumonia. Como está?
– Muito melhor. Aliás, está melhor do que eu, porque até deixou de fumar. Ele próprio confessa que se sente muito melhor.
– Calculo que a nível profissional, o seu marido esteja satisfeito...
– Graças a Deus. Está tudo a correr muito bem.
– A violência que aconteceu recentemente num estádio do Egipto deixou-a alerta?
– Claro que sim, até porque é susceptível de acontecer na Grécia. No Panathinaikos já assisti a cenas muito violentas, que podem degenerar numa tragédia.